Nascido em 1983 das ideias inovadoras do pedagogo João dos Santos, o Instituto de Apoio à Criança ocupa uma posição ímpar no âmbito das instituições que, em Portugal, se dedicam à promoção de iniciativas em defesa dos Direitos e do Bem-Estar da Criança.

Nos primeiros anos, o IAC desenvolveu as suas actividades nas instalações da Fundação Calouste Gulbenkian, o que nos permitiu acompanhar de perto o crescimento e a consolidação dos seus projectos. No quadro de alguns programas houve mesmo parceria entre duas instituições, designadamente na vinda de formadores estrangeiros, especialistas na área da actividade lúdica.

Em 25 anos de vida, o IAC procurou sensibilizar e estar desperto para os problemas que afectam as crianças e as famílias. Promoveu estudos e encontros, seminários e congressos, tanto a nível nacional como internacional, contribuiu para o debate e a reflexão em torno dos problemas da Infância, dos Direitos da Criança e os seus superiores interesses.

A Criança em Risco, vítima de abandono e de maus-tratos, sempre foi a prioridade nas intervenções do Instituto. A Humanização dos Cuidados de Saúde (com a Carta da Criança Hospitalizada), o Trabalho de Rua, que actua no terreno com crianças de comunidades de risco, numa tentativa de prevenir ou reabilitar comportamentos desviantes e percursos de vida negativos, a promoção e desenvolvimento de competências escolares e profissionais nas Escolas e junto das famílias, tornam o Instituto de Apoio à Criança uma instituição verdadeiramente única e excepcional.

Com o seu carácter inovador, dinâmico e flexível, capaz das mais diversas abordagens, o IAC tem contribuído para dar voz às necessidades mais prementes das populações vulneráveis da sociedade portuguesa, para dar rumo e ajudar a construir novas trajectórias de vida.

Em resultado dum conhecimento muito próximo e profundo do que é o IAC, da sua intervenção multidisciplinar e do papel desempenhado no apoio e defesa dos interesses da Criança, acreditamos estar perante uma instituição com um modelo de intervenção que merece ser reconhecido.

Consideramos assim que a candidatura do Instituto de Apoio à Criança ao III Prémio Rei de Espanha de Direitos Humanos, instituído pela Universidade de Alcalá e pelo Defensor del Pueblo de Espanha, é o corolário do papel relevante na promoção e realização dos direitos humanos, dos valores, da democracia e da inovação que a instituição tem desenvolvido ao longo dos seus 25 anos de existência.