Actividade Lúdica

Contribuir para que todas as crianças tenham uma infância feliz, promovendo o direito de brincar, consagrado no art.º 31.º da Convenção sobre os Direitos das Crianças, enquanto fator determinante para o desenvolvimento pessoal e social da criança.
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Interlocutor da Direção: Dr. Vasco Alves
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Coordenação: Drª. Melanie Tavares

Objetivos Gerais da Actividade Lúdica

  • Prosseguir com o apoio técnico aos espaços lúdicos existentes e incentivar a criação de novos espaços.
  • Continuar com ações que permitam a definição e a normalização de critérios de funcionamento das ludotecas e espaços lúdicos, implicando entidades públicas e privadas neste processo.
  • Manter o trabalho com as diferentes entidades envolvidas na defesa do Direito de Brincar, a nível regional, nacional e internacional.
  • Facilitar a comunicação entre as associações nacionais e internacionais e a população em geral (crianças, jovens, famílias e profissionais).

Grupo-Alvo

A filosofia do setor da Actividade Lúdica passa pela capacitação dos interventores que estão a trabalhar direta e diariamente com as crianças e jovens, pelo que as nossas ações privilegiam esse público-alvo (e.g., profissionais de educação, técnicos e famílias) sobretudo no 1.º eixo. Por seu lado, o 2.º eixo deverá traduzir o acompanhamento sistemático aos profissionais que desenvolvem o seu trabalho nos diferentes espaços lúdicos com os quais colaboramos.

Desenvolvemos igualmente ações pontuais com as crianças e jovens e no ano de 2019 encetámos o projeto “Escolas de (e a) Brincar” onde envolvemos toda a comunidade escolar (pessoal docente e não docente, alunos e famílias).

Eixos de Intervenção

Organgrama de Eixos de Intervenção

Equipa

  • Técnica Superior de Psicologia: Ana Lourenço
  • Técnico Superior de Psicologia: Bruno Barros
  • Técnica Superior de Serviço Social: Inês Agostinho
  • Técnico Superior de Psicologia: Vera Abecasis
  • Apoio Administrativo: Cláudia Gaivota

História

No próprio ano da constituição do IAC, em 1983, criou-se o Setor da Actividade Lúdica, tendo como principal objetivo a defesa do Direito de Brincar.

Este foi um dos primeiros projetos do IAC, o que revela que a garantia deste direito foi uma preocupação desde o início com o IAC a reiterar a posição de um dos seus parceiros internacionais – a International Play Association – de que “brincar, a par das necessidades básicas de nutrição, saúde, habitação e educação, para além do Amor e do Afecto, é uma actividade fundamental para o desenvolvimento de todas as crianças”.

No final dos anos 80 começavam a surgir, com inspiração internacional, as ludotecas em Portugal enquanto recurso comunitário e de integração das crianças em diferentes contextos. A título de curiosidade, a primeira ludoteca em Portugal data de 1979 – em Évora. Uma das primeiras ludotecas na região de Lisboa já na década de 90 foi criada em Almoçageme para dar apoio às crianças refugiadas da Bósnia, tendo sido a atividade lúdica essencial para ultrapassar o trauma.

A Fundação Calouste Gulbenkian geria uma rede de bibliotecas e o IAC beneficiou de uma parceria com esta Fundação, uma vez que alguns sócios fundadores exerciam atividade profissional na Fundação, nomeadamente Natália Pais, a grande mentora do Setor. Foi possível trazer alguns especialistas nesta área de outros países e iniciou-se a criação de uma rede de interessados pela ludicidade e estruturou-se uma formação específica nesta área, complementar à formação de base de muitos profissionais de educação. A Formação foi um trabalho constante ao longo destes anos, bem como o apoio técnico à criação de novos espaços lúdicos em diferentes contextos, comunitário, hospital, escola, entre outros.

O trabalho do Setor da Actividade Lúdica não se cingiu às inúmeras atividades realizadas em Portugal e assim o papel a nível internacional tem sido muito expressivo com a inclusão de Portugal na Direção da Associação Internacional de Ludotecas (ITLA), com a nomeação para a coordenação do Dia Mundial do Brincar da ITLA, com a participação no grupo coordenador da European Toy Libraries e, mais recentemente, com a iniciativa de criação do ramo português da IPA (International Play Association) em conjunto com a Faculdade de Motricidade Humana e com uma série de profissionais da educação e áreas afins.

Atualmente o Setor depara-se com outros desafios, decorrentes do ainda pouco reconhecimento deste Direito a nível global. Também por este aspeto, a celebração do Dia Mundial do Brincar (28 de maio) é uma das atividades onde mais temos apostado nos últimos anos, como forma de sensibilizar para o direito a brincar e chamar a atenção para a necessidade de promover uma sociedade mais lúdica.

Na atualidade o Setor mantém a formação e consultoria de profissionais de educação, destacando-se as parcerias com várias autarquias que nas suas políticas educativa que englobam ludotecas e ludobibliotecas; a sensibilização para a importância do brincar no desenvolvimento da criança, a pais, profissionais de educação (docentes e não docentes) e até com estudantes, através de parcerias que temos com as Escolas Superiores de Educação. A Escola a tempo inteiro veio facilitar muito a vida dos pais, mas trouxe um elevado número de horas em espaço escolar para as crianças. Por muito que as recomendações do Ministério da Educação para as Atividades de Enriquecimento Curricular defendam a natureza lúdica das mesmas, a procura pelo sucesso escolar, influencia os serviços para uma cada vez maior escolarização de todas as atividades. Uma das nossas linhas de trabalho mais recente tem sido a intervenção nos espaços de jogo nas Escolas, com a colaboração das crianças, famílias e dos profissionais, potenciar as oportunidades lúdicas das crianças no 1º Ciclo do Ensino Básico de forma a contribuir para o seu desenvolvimento global e para a salvaguarda de um dos seus direitos fundamentais.

Os Nossos Projetos

Apoio Técnico - Câmara Municipal de Cascais

Dia Mundial do Brincar

Escolas de (e a) Brincar

Galeria de Fotos