No dia 9 de fevereiro, no âmbito da Semana pelos Afetos, realizaram-se diversas acções no Agrupamento de Escolas Patrício Prazeres que acolheu três sessões de sensibilização dedicada ao fenómeno do bullying, envolvendo cerca de 70 alunos dos 7º anos.
Através de uma abordagem participativa e criativa, os alunos foram desafiados a refletir sobre o impacto real das palavras, dos gestos e das omissões. Mais do que espectadores, foram também eles intervenientes ativos numa conversa exigente sobre responsabilidade individual e coletiva.
Combater o bullying é um compromisso com a dignidade humana e com o direito de cada aluno a sentir-se seguro na escola. A forte participação dos alunos demonstraram que os jovens estão disponíveis para pensar, questionar e assumir um papel ativo na construção de ambientes escolares mais saudáveis. Uma escola que não tolera o bullying é uma escola que educa para a dignidade e, é neste compromisso contínuo que se constrói uma escola mais segura, mais justa e verdadeiramente inclusiva.
No âmbito das ações de promoção dos direitos e proteção das crianças e jovens, realizou-se também no passado dia 26 de fevereiro, a convite da CPCJ uma sessão de sensibilização na Escola Profissional de Estudos Técnicos, onde estavam presentes cerca de 25 alunos, dedicada ao fenómeno do bullying.
Mais do que identificar comportamentos, foi trazido para o diálogo a compreensão dos impactos da violência entre os pares, mas não só de violência se falou, falou-se também do silêncio (e a importância cabal da denûncia) que teima em ser perpetuado e do papel que cada jovem deve construir para uma escola mais segura e amiga.
A participação dos jovens revelou disponibilidade para a reflexão crítica e para a responsabilização pessoal. No fim da sessão houve lugar a um debate sobre o que mais preocupava os jovens enquanto alunos e, também enquanto cidadãos, os seus direitos e os seus deveres. Concluímos que quando o espaço é seguro, o diálogo torna-se possível e, foi isso que aconteceu naquele contexto. E quando o diálogo acontece, abre-se então um caminho para a mudança, mudança essa que se constrói diariamente na prevenção, na educação para a empatia e na afirmação da dignidade humana.















