Aventureiros à descoberta… do eu e do outro!

Um talento meu: “imaginação”, “ter muitas ideias”,” fazer qualquer um rir”, “tocar violino e piano”. 

O autoconhecimento é uma das ferramentas mais valiosas para o crescimento pessoal e para a qualidade das relações que os jovens constroem ao longo da vida. Quando um jovem compreende os seus sonhos, talentos, dificuldades, gostos e experiências de vida, tornase mais consciente de quem é e do que precisa para se relacionar de forma saudável com os outros.  

Uma caraterística positiva minha: “não desistir”, “não insisto muito”, “não minto”, “gosto de ajudar as pessoas” 

Assim, a equipa do Centro de Apoio Comunitário, apresentou um novo desafio ao grupo de jovens “Aventureiros” que começou por um questionário reflexivo que os estimulou a olhar para dentro e a pensar sobre o que os motiva, o que os desafia e o que os faz sentirem-se especiais. Esta reflexão não só fortalece a autoestima, como também ajuda a desenvolver empatia, porque ao compreendermo-nos melhor, torna-se mais fácil compreendermos as necessidades dos outros. 

Uma dificuldade minha: “ficar sossegado”, “achar que não consigo fazer melhor”, “desabafar com alguém”, “dificuldade em ter dificuldades”, “estudar”, “desenhar”. 

Para a partilha das caraterísticas individuais fizemos a silhueta de cada um, em papel de cenário, onde se colocaram cartões-símbolo (definidos pelo grupo) com as respostas a cada questão e no final colocaram-se em exposição os trabalhos no espaço. Esta apresentação individual ao grupo pretende estimular a descoberta do outro, conhecer diferenças e semelhanças e encontrar pontes de comunicação entre todos.  

Como sou: “feliz”, “inteligente”, “engraçado”, “tenho pouca paciência”, “tímido”, “criativo”, “bom rapaz”, “respondão”, “às vezes traquina”, “divertida, às vezes seria”. 

Quando os jovens conseguem identificar e expressar as suas emoções, o que gostam e o que não gostam, promovem relações mais autênticas e respeitadoras, reduzindo os conflitos e criando espaços de confiança que servirão de base para um crescimento pessoal e social mais saudavel.  

O que os outros pensam de mim: “mal”, “fala muito”, “boa pessoa”, “agitado”, “corre muito”, “bom amigo”,” não sei”, “divertida, às vezes chata”. 

O conhecimento de si próprio e do outro facilita, também, o trabalho em equipa. Cada jovem percebe onde pode contribuir melhor e onde precisa de apoio, favorecendo a cooperação e o sentido de pertença.  

Uma coisa importante que as minhas mãos já fizeram: “uma base anti apocalítica”, “cuidaram das minhas irmãs”, “brinquedos e guarda-joias”, “ajudaram a resolver uma confusão”  

Quando sabem quem são, tornam-se mais seguros, mais empáticos e mais preparados para criar relações positivas e equilibradas, o que se vai refletir na forma como se relacionam com o mundo. 

O que eu gostaria que as minhas mãos construíssem ou ajudassem a construir: “uma casa para os meus irmãos e para a minha mãe”, “um robot aranha ativado por voz”, “empresas de vários tipos”, “uma obra de arte”, “bolos saborosos para a minha futura esposa”. 

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